presencial
CLUBE DA MARIA
PRESENCIAL
O QUE É O CLUBE DA MARIA PRESENCIAL
O Clube da Maria presencial é um clube de leitura do site Lendo e Relendo.
O objetivo deste clube é promover encontros presenciais mensais em livrarias para debater a leitura dos livros previamente indicados.
Em cada encontro será abordado um romance policial (clássico, de enigma etc.) ou um thriller (policial, psicológico etc.) ou, eventualmente, um romance clássico.
A dinâmica é totalmente gratuita.
Para conferir as datas dos encontros, os livros que serão discutidos, a livraria e o respectivo endereço é só consultar o site www.lendoerelendo.com.br ou acompanhar o perfil @lendoerelendobr.
Confira as sugestões e consulte o calendário.
Todos serão bem-vindos!!!
DATA, horário E LOCAL DO ENCONTRO
04/02/2026 - 15h - Livraria da Travessa do Shopping Leblon
ENDEREÇO
Afrânio de Melo Franco, 290, Loja 205 A, Leblon, Rio de Janeiro
ESPECIAL RAPHAEL MONTES
13/01/2026 – 19h30
- RAPHAEL MONTES – SUICIDAS (2010)
Raphael Montes é um escritor e roteirista brasileiro, carioca, nascido no Rio de Janeiro em 1990. Autor consagrado nos gêneros literários policial, suspense e terror, Montes tem seus livros traduzidos em mais de 25 países e os direitos de adaptação vendidos para o teatro e para o cinema. Além disso, também atuou como colunista do jornal O Globo (2015-2018), na TV Brasil apresentou o programa Trilha de letras (2017-2019) e, por último, tornou-se colunista da revista Veja (2020-2021) publicando colunas quinzenais. Atualmente o escritor está à frente da Casa Montes, uma produtora de desenvolvimento com foco em projetos de série e longa metragem de crime, terror e suspense.
“Suicidas” (2010), o romance de estréia de Raphael Montes quando o autor tinha apenas 19 anos, foi finalista do prêmio Benvirá de Literatura 2010, do prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prêmio São Paulo de Literatura 2013. É uma história sombria de nove jovens estudantes que pareciam ter um futuro promissor. O autor reafirma nessa obra mais uma vez a capacidade de criar reviravoltas originais e a habilidade de prender o leitor do início ao fim do livro.
!!!ALERTA DE GATILHO!!!
Um porão, nove jovens e uma Taurus 608.
O que levou um grupo de universitários da elite carioca a participar de uma roleta-russa? Um ano depois da tragédia, que terminou de forma violenta e misteriosa, a pergunta continua sem resposta.
Até que surge uma informação que pode ajudar a resolver o caso conduzido pela delegada Diana Guimarães: um caderno narrando em detalhes a sequência estarrecedora dos fatos ocorridos naquele porão. Além de perseguir a nova pista, Diana tem como maior desafio lidar com as mães dos jovens, reunidas para recompor uma história sombria que pouco enaltece a memória de seus filhos.
Com base nas anotações feitas por Alessandro, um dos suicidas, conhecemos a história de cada um dos nove estudantes cujas vidas pareciam destinadas a um futuro promissor. Por trás dos papéis de universitários aplicados e de filhos exemplares, revela-se uma trama perversa, com segredos, desejos reprimidos e excessos de toda ordem. Neste suspense engenhoso, em que as máscaras sociais aos poucos saem de cena para dar lugar a verdades cruéis, aparência e realidade se confundem até o último e surpreendente instante.
PRIMEIRO ENCONTRO PRESENCIAL
MARY SHELLEY – FRANKENSTEIN: OU O PROMETEU MODERNO (1818)
04/02/2026 – 15h
- Frankenstein: ou o Prometeu moderno – Informações
A britânica Mary Wollstonecraft Godwin (1797-1851) assumiu-se Mary Shelley logo depois que iniciou um relacionamento amoroso aos 17 anos (1814) com um dos seguidores políticos de seu pai, o ainda casado poeta romântico e filósofo Percy Bysshe Shelley. Em 1815 o casal adúltero teve a sua primeira filha, Clara (1815-1815), mas só se casaram em 1816, após o suicídio de Harriet Shelley, primeira mulher de Percy Shelley. Em 1818 o casal deixa a Grã-Bretanha e muda-se para a Itália onde têm mais três filhos, sendo que somente o último sobreviveu à infância e chegou à idade adulta, William (1816-1819), Clara Everina (1817-1818) e Percy Florence (1819-1888). Mary ficou viúva em 1822 aos 25 anos quando Percy Shelley morreu afogado na Baía de La Spezia (noroeste da Itália). Um ano após a morte do marido Mary Shelley voltou para a Inglaterra onde passou a dedicar-se totalmente ao filho e à carreira de autora profissional. Mary morreu aos 53 anos devido a um tumor cerebral.
Mary Godwin nasceu em Londres, filha de Mary Wollstonecraft (filósofa feminista, educadora e escritora) e William Godwin (filósofo, escritor e jornalista). Sua mãe morreu apenas 10 dias após o parto. Então Mary e sua meia-irmã mais velha (Fanny Imlay, filha de Mary Wollstonecraft) foram criadas por Godwin até o casamento em segundas núpcias com a vizinha Mary Jane Clairmont quando Mary tinha apenas quatro anos. Embora Mary Godwin tenha recebido pouca educação formal, recebeu uma educação incomum para uma menina do século XIX.
Em 1816 Mary, Percy, o filho William e Claire Clairmont (meia-irmã de Mary Godwin) viajaram para Genebra para desfrutar o verão junto ao poeta Lord Byron que tinha um “caso” com Claire Clairmontque estava grávida. O grupo passou o verão lendo, escrevendo, fazendo passeios de barco e conversando até tarde da noite. A ideia de Frankenstein: ou o Prometeu moderno surgiu de uma sugestão de Lord Byron, um desafio à volta de uma fogueira, para que cada um daquele grupo escrevesse um conto sobrenatural.
Para examinar as causas da vida, precisamos primeiro entender a morte.
Frankenstein é uma obra que dispensa apresentação. Escrito quando Mary Shelley tinha apenas 18 anos e publicado pela primeira vez em 1818, o livro conjuga pela primeira vez uma narrativa de ficção com a ideia de ciência e prenuncia várias perguntas sem respostas fáceis, justificando por que sua criatura emblemática se espraia pelo imaginário popular há mais de dois séculos.
Quando Victor Frankenstein decide arrematar meses de pesquisa recorrendo aos primórdios da ciência e da medicina modernas, o propósito é um só: conquistar a fama dando vida ao inanimado. Aspiração e progresso, no entanto, não são páreo para a força sobre-humana do ser criado – e menos ainda para a ambição arrogante do cientista brincando de Deus. Frankenstein começa uma dança perturbadora e violenta com sua criação, levando o leitor a indagar quem é o monstro, de fato.