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CLUBE DA MARIA
ON-LINE

O QUE É O CLUBE DA MARIA ON-LINE

O Clube da Maria on-line é um clube de leitura do site Lendo e Relendo. O objetivo deste clube é promover encontros virtuais às últimas terças-feiras do mês para debater a leitura dos livros previamente indicados. Eventualmente poderão ser realizados debates extraordinários também às terças-feiras. Em cada encontro será abordado um romance policial (clássico, de enigma etc.) ou um thriller (policial, psicológico etc.) ou, eventualmente, um romance clássico.

A dinâmica é totalmente on-line e gratuita.

O link do encontro será disponibilizado no grupo do WhatsApp.

Para conferir as datas dos encontros e os livros que serão discutidos é só consultar o site www.lendoerelendo.com.br ou acompanhar o perfil @lendoerelendobr.

Confira as sugestões e consulte o calendário.

Todos serão bem-vindos!!!

ESPECIAL ANA PAULA MAIA

OITAVO ENCONTRO

13/10/2026 – 19h30

Ana Paula Maia (1977)é uma escritora e roteirista brasileira nascida e criada em Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense, Região Metropolitana do estado do Rio de Janeiro. Autora renomada internacionalmente nos gêneros terror e suspense tem suas obras literárias publicadas em diversos países e é uma das roteiristas que mais se destaca no Brasil responsável por séries para a TV e streamings. Além da infância vivida num bairro violento da cidade de Nova Iguaçu e do acesso aos livros por influência da mãe professora de língua portuguesa e literatura, Ana Paula Maia cita também como fontes inspiradoras Edgar Alla Poe (AMO!!!), Dostoiévski, Tarantino e Sergio Leone. Bem como a paixão pelo cinema, principalmente os filmes de terror e “velho-oeste”.

A escrita de Ana Paula Maia é forte, por vezes muito violenta, explora o lado obscuro da humanidade e escancara a hipocrisia da sociedade. Os livros dela não são leves tampouco escapes da realidade. São como bolas de chumbo que nos prendem ao chão, à brutalidade e à crueza da vida real. Abordam temas repugnantes como tortura, zoofilia, pedofilia, violência contra animais etc. e os personagens são desumanizados pelo meio onde vivem, pelas suas próprias escolhas ou por terem trabalhos recusados por todos. Personagens que parecem ter sido esquecidos pelas autoridades, pela sociedade e…terão sido esquecidos por Deus também?

”De cada quinhentos uma alma” (2021) é o segundo livro da Trilogia do Fim e o nono livro publicado da autora. Neste livro temos três anti-heróis já conhecidos: Edgar Wilson aparece pela quinta vez e desta vez como protagonista da história; Bronco Gil e Tomás aparecem pela segunda vez. . Esta narrativa aborda temas como o colapso social e ambiental; a barbárie e a ética da margem; a ausência do poder público no apoio e auxílio à população; o sagrado, o profano e o poder.

Com uma linguagem seca que mimetiza as estradas da região pelas quais os três anti-heróis viajam enfrentando autoridades locais corrompidas; instituições falidas e o silêncio de um mundo que parece estar chegando ao fim. No desenrolar da trama a autora faz brotar questões existenciais de difícil resolução. O resultado é um misto de romance de aventura e narrativa psicológica. A autora constrói personagens brutalizados, mas absolutamente humanos que buscam seu lugar no mundo.

ARREPENDEI-VOS, PECADORES! A MORTE É CHEGADA.

É TEMPO DE MATAR, É TEMPO DE MORRER.

Desde que a epidemia se instalou, as estradas estão desertas, assim como ruas, praças e parques. As fronteiras, fechadas, e o abastecimento, comprometido. A escassez começa a dar passagem ao desespero.

Edgar Wilson, o personagem principal da trilogia, começa a enfrentar situações cada vez mais inusitadas quando o país entra em colapso. Na ânsia de encontrar uma forma de sobreviver à barbárie ele acaba usando o seu conhecimento e juntando-se ao violento ex-detento Bronco Gil (ou Índio) e ao ex-padre Tomás. Os três anti-heróis passam a rodar pelas estradas testemunhando a atração exercida pelo ocaso da realidade, desafiando tanto poderosos locais quanto instituições que não são bem o que eles imaginavam.

– As portas do céu e do inferno estão se abrindo. Tudo o que está no meio será destruído. Esse é o fim e o começo. – diz Edgar Wilson.

Tomás e Bronco Gil guardam para si a perplexidade ao entenderem que estão unidos numa conjunção de fatores inexplicáveis.

AGATHA CHRISTIE – A CASA TORTA (1949)

29/09/2026 – 19h30

Agatha Mary Clarissa Miller (1890-1976), filha de pai norte-americano e mãe inglesa; caçula de três irmãos; nasceu na Inglaterra. Seu pai morreu quando ela tinha onze anos, o que a aproximou da mãe, com quem fez várias viagens. A paixão por conhecer o mundo a acompanharia até o final da vida.

Em 1912 Agatha conheceu o aviador Archibald Christie com quem se casou na véspera do Natal de 1914. O casal teve uma única filha, Rosalind (1918-2004). A carreira literária de Agatha – fã dos livros de suspense do escritor inglês Graham Greene (1904-1991) – começou depois que sua irmã a desafiou a escrever um romance. Passaram-se alguns anos até que o primeiro livro da escritora fosse publicado. “O misterioso caso de Styles” (1920), escrito próximo ao fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), no qual Hercule Poirot aparece pela primeira vez, foi bem recebido pela crítica. O excêntrico e genial detetive belga tornou-se o personagem mais popular da ficção policial desde Sherlock Holmes e o único personagem a ter o obituário publicado pelo The New York Times.

Em 1926 dois acontecimentos marcaram a vida de Agatha Christie: a sua mãe morreu e Archie a deixou por outra mulher. É dessa época também um dos fatos mais nebulosos da biografia da autora: logo depois da separação Agatha ficou desaparecida durante onze dias. Entre as hipóteses figuram um surto de amnésia, um choque emocional e até uma grande jogada publicitária. Nesse mesmo ano Agatha escreveu a sua obra-prima, “O assassinato de Roger Ackroyd”. Esse foi o seu primeiro livro a ser adaptado para o teatro – sob o nome “Álibi” – e a fazer um estrondoso sucesso nos teatros ingleses. Em 1927 Miss Marple estreou como personagem no conto “O Clube das Terças-Feiras”.

Em uma de suas viagens ao Oriente Médio, Agatha conheceu o arqueólogo Max Mallowan com quem se casou em 1930. A escritora passou a acompanhar o marido em expedições arqueológicas e nessas viagens colheu material para seus livros muitas vezes ambientados em cenários exóticos.

Agatha Christie é a autora mais publicada de todos os tempos, superada apenas por Shakespeare. Em uma carreira que durou mais de cinquenta anos, escreveu 66 romances de mistério, 163 contos, dezenove peças, uma série de poemas, dois livros autobiográficos, além de seis romances de drama psicológico sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Dois dos personagens que criou, o engenhoso detetive belga Hercule Poirot e a irrepreensível e implacável Miss Jane Marple, tornaram-se mundialmente famosos. Os livros da autora venderam mais de dois bilhões de exemplares em inglês e sua obra foi traduzida para mais de cinquenta línguas. Grande parte da sua produção literária foi adaptada com sucesso para o teatro, o cinema e a televisão. “A ratoeira” é a peça que mais tempo ficou em cartaz desde sua estreia em Londres em 1952. Agatha Christie colecionou diversos prêmios ainda em vida e sua obra conquistou uma imensa legião de fãs. É a única escritora de mistério a alcançar também fama internacional como dramaturga e foi a primeira pessoa a ser homenageada com o Grandmaster Award em 1954 concedido pela prestigiosa associação Mystery Writers of America. Em 1971 recebeu o título de Dama da Ordem do Império Britânico.

Agatha Mary Clarissa Miller (1890-1976), filha de pai norte-americano e mãe inglesa; caçula de três irmãos; nasceu na Inglaterra. Seu pai morreu quando ela tinha onze anos, o que a aproximou da mãe, com quem fez várias viagens. A paixão por conhecer o mundo a acompanharia até o final da vida.

Em 1912 Agatha conheceu o aviador Archibald Christie com quem se casou na véspera do Natal de 1914. O casal teve uma única filha, Rosalind (1918-2004). A carreira literária de Agatha – fã dos livros de suspense do escritor inglês Graham Greene (1904-1991) – começou depois que sua irmã a desafiou a escrever um romance. Passaram-se alguns anos até que o primeiro livro da escritora fosse publicado. “O misterioso caso de Styles” (1920), escrito próximo ao fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), no qual Hercule Poirot aparece pela primeira vez, foi bem recebido pela crítica. O excêntrico e genial detetive belga tornou-se o personagem mais popular da ficção policial desde Sherlock Holmes e o único personagem a ter o obituário publicado pelo The New York Times.

Em 1926 dois acontecimentos marcaram a vida de Agatha Christie: a sua mãe morreu e Archie a deixou por outra mulher. É dessa época também um dos fatos mais nebulosos da biografia da autora: logo depois da separação Agatha ficou desaparecida durante onze dias. Entre as hipóteses figuram um surto de amnésia, um choque emocional e até uma grande jogada publicitária. Nesse mesmo ano Agatha escreveu a sua obra-prima, “O assassinato de Roger Ackroyd”. Esse foi o seu primeiro livro a ser adaptado para o teatro – sob o nome “Álibi” – e a fazer um estrondoso sucesso nos teatros ingleses. Em 1927 Miss Marple estreou como personagem no conto “O Clube das Terças-Feiras”.

Em uma de suas viagens ao Oriente Médio, Agatha conheceu o arqueólogo Max Mallowan com quem se casou em 1930. A escritora passou a acompanhar o marido em expedições arqueológicas e nessas viagens colheu material para seus livros muitas vezes ambientados em cenários exóticos.

“A Casa Torta” foi publicado em 1949. A narrativa retrata a complexidade da convivência familiar e a atmosfera sufocante da mansão dos Leonides. Esse foi considerado pela própria escritora com um de seus melhores e favoritos livros.

Agatha Christie morreu aos 85 anos após uma carreira de sucesso.

“HÁ SEMPRE ALGUÉM NA NINHADA QUE NÃO É MUITO ‘CERTO’”.

Nos arredores de Londres há uma mansão com uma inusitada característica: ela é torta. É ali que o milionário octogenário Aristide Leonides mora com a esposa cinquenta anos mais jovem, além de filhos, noras, netos e uma cunhada, irmã da primeira mulher. Quando a polícia descobre que o patriarca foi envenenado, todos os habitantes da casa se tornam suspeitos e a discórdia passa a imperar entre os membros da família – sobretudo, olhares desconfiados recaem sobre a jovem viúva. A neta mais velha de Aristide, Sophia, junta-se ao namorado para tentar chegar ao fundo do mistério sobre a morte do avô.